Como Fazer um Berimbau (varga + arame + cabaça)
Que tal você mesmo fazer seu berimbau?
Confesso que ainda não fiz nenhum berimbau (o que tenho foi comprado no Pelourinho), mas ainda farei o meu e registrarei esta experiência.
Fazendo uma breve pesquisa na internet encontrei um excelente tutorial no blog do Alexandre Gomes [link] explicando passo-a-passo como fazer um berimbau.
Naná Vasconcelos
Desde jovem se envolveu os tambores nos movimentos de maracatu locais. Começou a tocar aos 12 anos com seu pai numa banda marcial no Recife.
Durante toda sua carreira sempre teve preferência por instrumentos de percussão e nos anos 60 se notabilizou por seu talento com o berimbau.
Ramiro Musotto e a Orquestra de Berimbau
O uso de timbres dos berimbaus, em várias afinações, é uma das marcas do seu trabalho. Você chegou a essa linguagem com Naná Vasconcelos, com os malandros do Pelourinho... O berimbau representa bem o teu processo de pesquisa e de interação com Salvador? Como você chegou a uma faixa como "Ronda", que abre seu novo CD?
Primeiro comecei escutando Naná. Depois estudando em São Paulo, com Zé Eduardo Nazário, que me mostrou que a gente podia escrever tudo, inclusive o berimbau, nota por nota. Depois, quando cheguei ao Pelourinho, a ficha caiu. Sempre tive o berimbau como meu instrumento. Já em 1984, dava aulas pra dois alemães no Pelourinho! Em 1985, eu volto definitivamente a Salvador, depois de um período de um ano na Argentina, e fui convidado pra dar aulas de berimbau na UFBA, durante dois meses, no qual abordei a escrita e a eruditização do berimbau através dos toques tradicionais. Eu tinha 21 anos! Acho que eu era muito ousado, né? Depois disso, sempre tentei meter o berimbau nos trabalhos que fazia. Até que no segundo álbum da Margareth, na faixa "Hino das Águas", do Buziga, eu faço um arranjo só de berimbaus afinados. Ai minha cabeça começou a entender essa coisa do berimbau como instrumento harmônico, mesmo que dessa primeira vez trabalhasse ó com oitavas, três berimbaus em La, em três oitavas diferentes, três tamanhos diferentes. O maior era de quase dois metros e meio! (risos). Depois, quando fizemos a turnê européia com Margareth, (isso foi em 1989/90 , foi a primeira banda da Bahia a fazer turnê no exterior), levamos o tal berimbau numa caixa gigantesca, que depois voltou cheia de vinhos e salames, a Margareth se lembra bem disso , com certeza !!! (risos). Já no próximo disco dela, na faixa do Caetano, esqueci o nome agora, creio que "Voltar a Bahia", fiz um arranjo mais ousado, com terças e quintas do acorde, estava estudando harmonia, sonhava em harmonizar musicas com berimbaus. [NR: na verdade, o disco era "Luz Dourada", de 93, o segundo após aquele "Um canto pra subir", de 89, e a música de Caetano chama-se "Chegar a Bahia"]. Agora sonho mais longe, quero fazer músicas com harmonias e melodias, só com berimbaus, sem outros elementos. Acho um caminho de evolução do berimbau muito legal: utilizar vários berimbaus e harmonizá-los. Esta é a idéia de "Ronda", que é uma musica que faz parte da obra para Orquestra de Berimbaus que escrevi pra ser tocada na França, no ano retrasado.
[Fonte]
Teresa Cristina e o Grupo Semente – É D’Oxum & Ijexá
É D’oxum
Compositor: (Vevé Calazans/ Gerônimo Santana)
Nessa cidade todo mundo é d’oxum
Homem, menino, menina mulher
Toda essa gente irradia a magia
Presente na Agua doce
Presente na agua salgada e toda cidade brilha
Presente na Agua doce
Presente na agua salgada e toda cidade brilha
Seja tenente ou filho de pescador
Ou importante desembargador
Se dar presente é tudo uma coisa só
A força que mora n’agua
Nao faz destinçao de cor
E toda cidade é d’oxum
A força que mora n’agua
Nao faz destinçao de cor
E toda cidade é d’oxum
É d’oxum aiáiáiáiá, é d’oxum ô, é d’oxum
REFRAO
Eu vou navegar
Eu vou navegar nas ondas do mar eu vou
Navegar, eu vou navegar
Eu vou navegar nas ondas do mar eu vou
Navegar, eu vou navegar
Eu vou navegar nas ondas do mar eu vou
Navegar, eu vou navegar, é d’oxum
Seja tenente ou filho de pesacador
Ou importante desembargador
Se dar presente é tudo uma coisa só
A força que mora n’agua
Nao faz destinçao de cor
E toda cidade é d’oxum
A força que mora n’agua
Nao faz destinçao de cor
E toda cidade é d’oxum
É d’oxum aiáiáiáiá, é d’oxum ô, é d’oxum
REFRAO
[Fonte]
O que é Ijexá?
Ritmo de origem, africana tocado nos terreiros de candomblé da Bahia. Não podemos falar de Ijexá sem falar de Afoxé, a origem e a postura dos afoxés estão diretamente ligadas aos preceitos do candomblé, inclusive na utilização dos instrumentos (atabaques, agogôs, xequerês etc). Seus componentes usam trajes de inspiração africana, e cantam músicas geralmente em dialetos africanos.
Além disso, tem fundamentalmente consciência de grupo, comunidades de valores e hábitos que o distinguem de qualquer outro tipo de bloco ou cordão. Os laços lúdicos-religiosos que congregam as pessoas no afoxé devem sua importância, antes de mais nada, à manutenção de valores culturais ligados aos inúmeros Terreiros de Candomblé da Bahia. Oxé é uma espécie de "candomblé de rua" que canta e dança no ritmo "Ijexá", numa saudação e louvação às divindades das religiões africanas.
[Fonte]